27 dezembro 2005

Serviços de VOD impactam no aluguel de DVD

Mais um estudo, agora sob o impacto dos serviços de video sob demanda (VOD). Segundo a Starz Entertainment Group, 70% de seus clientes de serviço de VOD pararam de alugar DVD em vídeo-locadoras. Imaginava um número maior. Uma explicação para este número não ser mais próximo de 100% é que o catálogo de filmes disponíveis por este provedor de serviço não ser tão completo quanto de uma videolocadora.

26 dezembro 2005

E a polêmica sobre serviços a la carte continua.

No post do dia 21/12 , mencionei o estudo da Nielsen que diz que serviços sob demanda (incluindo canais a la carte), apesar das resistências iniciais, podem ser vantajosos para os produtores de conteúdo. Entretanto um estudo da Kagan Research, comentado no artigo da Media Life Magazine, diz que será muito mais custoso para o consumidor.
Não tenho dúvidas que o custo por canal será maior. Entretanto, não estou tão certo que o custo final após a montagem do pacote personalizado será desfavorável ao consumidor, pois só de existir mais essa opção (isso certamente não elimina a forma atual de comercialização de pacotes pré-formatados) já teremos uma nova relação econômica entre consumidor e fornecedor. Quem viver, verá.

23 dezembro 2005

Música e VoIP

Já tem tempo que as gravadoras vem usando a internet para ações de marketing global. Mas a utilização de serviços de telefonia VoIP (Voice over IP = telefonia pela Internet) para essas ações é novidade.
O grupo inglês Coldplay está desenvolvendo ação promocional com o Skype . No site do provedor de telefonia IP está disponível não apenas o novo videoclipe "Talk", como o fã também pode concorrer a uma conversa telefônica com a banda. Isso é bom tanto para a banda, que divulga o novo álbum, como para o Skype, que estará promovendo o serviço de caixa postal.

21 dezembro 2005

O que tem no menu para hoje?

A IPTV irá oferecer diversos novos serviços em nossos aparelhos de TV como videofone, jogos interativos, comércio eletrônico e muitos outros. Mas não podemos esquecer o serviço básico: canais de TV.
Mas mesmo nesse serviço básico, ela poderá trazer uma vantagem significativa sobre os serviços atuais de TV por assinatura: a montagem de pacotes a la carte. Isso significa que ao invés de assinar um serviço que vai te dar 100 canais, sendo que 89 são total perda de tempo, o assinante poderá escolher os 11 que achar mais interessante. O que você acha disso?
Seria excelente, se não houvesse um pequeno detalhe: algumas distribuidoras de canais de TV dizem não estar preparadas para esse modelo. Assim como a indústria de música que está mais habituada a veder um álbum inteiro ao invés de apenas uma faixa, a indústria de canais de TV para assinatura está habituada a vender bloco de canais. Ambas argumentam que vendas a la carte as quebrarão financeiramente. Entretanto um estudo da Nielsen, comentado no artigo Eyeing the economics of on-demand media, diz que a história não é bem assim.
Esse é um assunto atualmente polêmico, que até o presidente da FCC (órgão americano que controla as comunicações naquele país) está se envolvendo, dizendo ser favorável a oferta do serviço.
De qualquer forma, tenho certeza de que é questão de tempo para todos os envolvidos se adaptarem e ofereceram esta nova facilidade para o consumidor.

20 dezembro 2005

Se você não pode com eles, una-se a eles

Gostaria de fazer um esclarecimento. Apesar de eu ter falado em "briga" no post anterior, a disputa entre as empresas de comunicação e as teles pode acabar em parceria.
Tenho dois exemplos para isso. Aqui no Brasil a incorporação da Net pela Embratel e lá fora, na Inglaterra, onde a empresa de TV a cabo NTL ofereceu a compra da Virgin Mobile. No primeiro caso temos uma empresa de telecomunicações tendo acesso mais fácil ao conteúdo e já se preparando para oferecer o Triple Play. E no segundo uma empresa que já distribui conteúdo e que também já é operadora de telefonia fixa, buscando ser QuadPlay.
Muitos outros casos de fusões e aquisições já ocorreram e muito mais ainda estão por vir. Afinal a convergência não é só tecnológica, mas também nos negócios.

19 dezembro 2005

E o pau come!

A briga entre operadoras de telecomunicações e de TV já começou e cada um dos lados está querendo agir mais rápido para garantir o seu espaço e ainda abocanhar um pedaço da outra. No artigo "TV na telefonia acirra disputa entre empresas", da Computerworld, podemos conhecer um pouco o que cada envolvido pensa.
O mais importante ainda não está claro: como, e a que velocidade, nossos legisladores (lembrando que muitos possuem grupos de comunicação) irão atualizar as leis aos novos tempos de forma a termos uma competição saudável? Mas devemos levar em consideração que este é um problema que não ocorre só no Brasil. Mesmo nos Estados Unidos, por exemplo, se discute a criação do Digital Age Communications Act.

16 dezembro 2005

Rabão!

Em um bom artigo da Wired e depois na Exame de 23/11/2005 (infelizmente o link para o artigo não está disponível), é descrita a venda de produtos de nichos, definida como Long Tail. Basicamente o que os artigos informam é que graças as facilidades do mercado digital, produtos antes esquecidos nas prateleiras podem ser facilmente descobertos pelos consumidores.
Isso é muito bom para o artista desconhecido, o produtor independente de filmes, o escritor iniciante, entre outros produtores culturais (partindo do princípio que as ferramentas que permitam serem descobertos estejam disponíveis, como na Amazon.com). Entretanto, na indústria da música, certas práticas comercias adotadas pelas editoras podem representar um tiro no pé dos autores e artistas.

As editoras ao cobrarem a taxa de armazenamento (por vezes incentivadas por empresas que possuem interesses próprios) limitam em muito o tamanho do acervo disponibilizado, já que apenas uma centena de músicas poderá custar mais de R$ 100.000,00 só para te-las no catálogo das operadoras (pensando em versões diferentes de uma mesma música como ringtones mono, polifônicos e truetones). Estamos falando antes das vendas propriamente ditas. Isso faz com que apenas os hits sejam disponibilizados e as criações de outros autores nem apareçam nas prateleiras. Isso me faz pensar: será que as editoras não estão com vista curta?

15 dezembro 2005

Previsões para 2006: Yahoo! Music no Brasil

Ao que parece 2006 será também o ano da corrida pelo serviço de música no Brasil. Além dos grandes provedores locais estarem se movimentando para oferecerem o serviço, o Yahoo! também dá sinais de querer ter presença no nosso mercado.
Ao visitar o site da ferramenta de busca, se você clicar na opção Trabalhe no Yahoo!, irá ver uma vaga em aberto de Music Producer (ao menos até a data deste post a vaga ainda estava lá). E uma das funções deste cargo é adquirir conteúdo. Aparentemente é apenas para o serviço Yahoo! Music Radio, mas quem sabe eles não montam um serviço semelhante ao Yahoo! Music Unlimited, oferecido nos Estados Unidos, que engloba assinatura e venda de faixas?

14 dezembro 2005

Venda de música na Internet: isso dá dinheiro?

Segundo a IFPI (associação internacional que reúne as principais gravadoras), há hoje mais de 300 sites de venda de música na Internet (no Brasil temos hoje apenas o Imusica em funcionamento mas creio que muito em breve UOL, iG e Terra estarão também lançando seus serviços). Mas fora a Apple, que na verdade ganha dinheiro vendendo Ipod, será que alguém está ganhando dinheiro vendendo música?
Competição com a pirataria, dificuldade de fechar e renovar acordos com as gravadoras (e acrescento: no Brasil também com as editoras), venda versus assinatura e a necessidade de se estar presente neste mercado são alguns dos pontos tratados no artigo da BusinessWeek "On Line Music's Elusive Bottom Line".

13 dezembro 2005

IPTV e TV Digital

2006 será o ano de largada para a IPTV e TV Digital. De um lado temos as empresas de telecomunicações iniciando suas operações em uma área desconhecida para elas, que é o entretenimento, usando a IPTV como forma de aumentar o faturamento por cliente e fideliza-los. De outro temos os canais de televisão querendo adiar ao máximo possível a chegada da nova concorrência e investindo na TV digital como forma de se manterem na liderança da audiência dos lares.

Para começar a entender o que essa corrida significa, e também alguns dos posts deste blog, irei primeiro tentar explicar o que é cada uma destas "novas teves".

Hoje em dia os sinais de TV, transmitido pelas operadoras como a Globo, SBT, Bandeirantes, entre outras, chegam as nossas casas pelo ar, em formato analógico, através de ondas de rádio que posteriormente são convertidas em imagens pelos nossos aparelhos de televisão. Com a TV digital esses sinais continuarão podendo chegar pelo ar, mas serão recebidos pelos aparelhos no formato binário (zeros e uns, como nos nossos computadores). Já de partida isso significará que poderemos receber mais informações, ou seja, mais canais. E também permitirá uma melhor qualidade de imagem. Sobre este ponto vale uma menção: TV digital não é a mesma coisa que TV de alta definição! O primeiro indica a forma de envio de conteúdo para o aparelho, o segundo indica a resolução que a imagem será mostradada. Portanto, podemos ter TV digital sem alta definição, e não temos programação de alta definição oferecida por uma operadora de TV que não faça transmissão digital (segundo artigo do NY Times, 50% dos americanos com TV de alta definição não conseguem assistir programas com esta qualidade por falta de sinal compatível).

Já IPTV é a distribuição de programação de vídeo pela operadora através do serviço de banda larga, normalmente ADSL. Aqui também vale um esclarecimento: IPTV não é apenas video on demand (VOD - você poder assistir um filme na hora que desejar com as interrupções que quiser)! Ela oferecerá além do serviço de VOD, os canais broadcast de operadoras abertas e pagas, videoconferência, jogos interativos, e muito mais! Será a convergência entre a telefonia fixa, internet e televisão.

Falando sobre essa convergência, outra verbete tecnológico que já vem sendo bem usado mas irá explodir em 2006 é o famoso Triple Play, que são os serviços de telefonia, transmissão de dados (internet banda larga) e vídeo oferecidos pelas operadoras de telecomunicações e TV a cabo. E já estão estendendo o entendimento para Quadplay, que seria a inclusão do wireless.

Bom, vocês poderão entender mais sobre esse assunto nos artigos que estão por vir.

Bem Vindo!

Bem vindo ao blog da PolyMedia!

Aqui você irá encontrar uma seleção de notícias sobre o mundo das Novas Mídias para o segmento de entretenimento, principalmente música e vídeo.

Minha formação é de área tecnológica, portanto não reparem se os meus textos forem um pouco "duros" de serem lidos. Mas pretendo fazer deste blog uma boa fonte de referência para quem quer se atualizar sobre novas formas de distribuição de conteúdo, como por exemplo IPTV, celular e internet.

Não tenho a pretensão de que 100% do que eu escrever aqui é correto. Por isso os comentários serão muito bem-vindos, principalmente quando eles permitem aumentar o nosso conhecimento.

Informem-se e divirtam-se! :-)